18 de dezembro de 2011

União - Κόσμο των ιδεών - III

Dualidade

Desde o surgimento das escolas Cética e Cínica na Grécia, até os dias de hoje, observando as mudanças ocorridas na sociedade humana ao longo da história, podemos perceber que após o período clássico, na idade média, temos uma era de ascensão cínica para as ciências, é um período onde o homem utilizava Deus como explicação absoluta para a vida. Após a Idade Média, com o Renascimento, temos a retomada clássica do interesse pelas ciências naturais e o ceticismo respira novamente.
Aos passos do tempo o homem molda sua filosofia, expande seus conhecimentos e aprende com os erros do passado. Mesmo com os desdobramentos filosóficos, com a separação da filosofia e das ciências da natureza, a dualidade Cético versus Cínico permanece intacta. Essas duas correntes filosóficas são como água e fogo, mas seu manejo correto permite alcançar uma maior visualização do universo e entendê-lo de uma maneira mais abrangente.
Quando entendemos o que é o Cinismo e o que é o Ceticismo, podemos analisar melhor o comportamento das pessoas frente à vida. Quando unimos as duas correntes temos condições de verificar as conseqüências resultantes do comportamento das pessoas de duas formas opostas. É como se pegássemos uma folha de papel e primeiro ela fosse queimada e depois pegássemos uma folha idêntica a primeira e esta fosse molhada. Teríamos então os únicos dois caminhos possíveis de acontecerem e então teríamos conhecimento da situação como um todo.
Para melhor compreensão dessa dualidade, imaginem como você seria sendo uma pessoa cética e depois se imagine sendo uma pessoa cínica. É totalmente fantástico o tamanho do abismo que separa essas duas escolas antagônicas. O mais fascinante em analisar o Cinismo e o Ceticismo em conjunto é que você pode perceber a aparência lúgubre de um e a luminosidade do outro.
Na minha ótica, não devemos ser totalmente ignorantes, mas também não podemos ficar indagando sempre. É terrível ser extremista em qualquer um dos casos e é por isso que proponho a união dessas duas vertentes. Sabendo dosar a quantidade de cada uma, frente uma situação na vida, é o mais próximo do ideal. Outro ponto que eu acredito ser fundamental para sustentar essa tese, é o fato que para a espécie humana – racional – não há possibilidade de viver sem questionar o meio em que está inserida, a curiosidade é mister para nossa vida. Por conseguinte, viver questionando ininterruptamente o universo é caminho certo para a loucura, porque a verdade será sempre inatingível. Não adotar alguns fatos como absolutos somente levará à ruína e não ao progresso do ser humano.

Aprender e ensinar. Uma lógica, uma determinação.

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