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| Dualidade |
Desde o
surgimento das escolas Cética e Cínica na Grécia, até os dias de hoje,
observando as mudanças ocorridas na sociedade humana ao longo da história,
podemos perceber que após o período clássico, na idade média, temos uma era de
ascensão cínica para as ciências, é um período onde o homem utilizava Deus como
explicação absoluta para a vida. Após a Idade Média, com o Renascimento, temos
a retomada clássica do interesse pelas ciências naturais e o ceticismo respira
novamente.
Aos passos do
tempo o homem molda sua filosofia, expande seus conhecimentos e aprende com os
erros do passado. Mesmo com os desdobramentos filosóficos, com a separação da
filosofia e das ciências da natureza, a dualidade Cético versus Cínico permanece intacta. Essas duas correntes filosóficas
são como água e fogo, mas seu manejo correto permite alcançar uma maior
visualização do universo e entendê-lo de uma maneira mais abrangente.
Quando
entendemos o que é o Cinismo e o que é o Ceticismo, podemos analisar melhor o
comportamento das pessoas frente à vida. Quando unimos as duas correntes temos
condições de verificar as conseqüências resultantes do comportamento das
pessoas de duas formas opostas. É como se pegássemos uma folha de papel e
primeiro ela fosse queimada e depois pegássemos uma folha idêntica a primeira e
esta fosse molhada. Teríamos então os únicos dois caminhos possíveis de
acontecerem e então teríamos conhecimento da situação como um todo.
Para melhor
compreensão dessa dualidade, imaginem como você seria sendo uma pessoa cética e
depois se imagine sendo uma pessoa cínica. É totalmente fantástico o tamanho do
abismo que separa essas duas escolas antagônicas. O mais fascinante em analisar
o Cinismo e o Ceticismo em conjunto é que você pode perceber a aparência
lúgubre de um e a luminosidade do outro.
Na minha
ótica, não devemos ser totalmente ignorantes, mas também não podemos ficar
indagando sempre. É terrível ser extremista em qualquer um dos casos e é por
isso que proponho a união dessas duas vertentes. Sabendo dosar a quantidade de
cada uma, frente uma situação na vida, é o mais próximo do ideal. Outro ponto
que eu acredito ser fundamental para sustentar essa tese, é o fato que para a
espécie humana – racional – não há possibilidade de viver sem questionar o meio
em que está inserida, a curiosidade é mister para nossa vida. Por conseguinte,
viver questionando ininterruptamente o universo é caminho certo para a loucura,
porque a verdade será sempre inatingível. Não adotar alguns fatos como
absolutos somente levará à ruína e não ao progresso do ser humano.
Aprender e ensinar. Uma lógica, uma determinação.

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