7 de dezembro de 2011

Eterno Efêmero

Refletindo...

A dualidade que persiste em todo ser humano, e talvez em todo ser vivo, é como lidar com seus sentimentos e seus pensamentos ao mesmo tempo. Na vida enfrentamos diversas situações, diversos espaços de tempo dos quais sem a razão jamais compreenderíamos o que está se passando. Sem as emoções nada sentiríamos e uma máquina seriamos, um computador que anda frio e imutável. Como encontrar o equilíbrio para ambas as partes, como saber o equilíbrio para ambas as partes?
Este assunto sempre foi alvo de muitas discussões e debates filosóficos sobre a vida. Muitos talvez dissessem que o melhor equilíbrio é o qual atende suas decisões na vida, uma outra parte diria que a melhor escolha seria o lado racional de agir e consequentemente outros diriam que o melhor é deixar o corpo falar e a vida fluir. O fato é: tal questionamento sobre como dosar as emoções e a intervenção da razão, sempre estará atrelado à situação em que se encontra o indivíduo. Não é possível determinar como agir sem se saber em que agir.
Realmente é complicado dar um parecer básico sobre o assunto devido sua complexidade. Eu sempre manejei minha vida mediante a razão (evidenciado por postagens neste blog), se agi corretamente eu não sei. Talvez eu tivesse aproveitado mais a vida se fosse alguém mais ligado aos sentimentos.
 Fica claro para qualquer pessoa que o posicionamento perante tal questão já fora discutido no período Barroco, onde o conflito entre o eterno e o efêmero tornou esse período particular na história da humanidade. Sem margear méritos religiosos, o “comedimento terreno” era o indivíduo baseado na razão enfrentando o dia-a-dia e o “carpe diem” era o indivíduo saciando-se de cada momento em que vivia. Com essas duas vertentes (Razão versus emoção) agindo sobre nossas vidas, fica ainda mais complicado agarrar-se a alguma bandeira. A mente com sua eternidade concreta sempre se sobrepujou sobre os sentimentos efêmeros inúmeros que temos na vida.
Para “fechar aspas”, acredito que a melhor escolha, o melhor equilíbrio será sempre aquele que levará em conta se você ou alguém será prejudicado, será sempre aquele que buscará ser racional para atingir seus objetivos e cordial para com os outros seres viventes. Não adianta ser extremista sempre, uma única visão para a vida não é bastante para sua total compreensão. Um último “alô”, visar o bem e a prosperidade inviolável do próximo e do “distante” é algo divino de valor incalculável.

Aprender e ensinar. Uma lógica, uma determinação.


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