30 de dezembro de 2011

2011 - Um Ano Fantástico



2011, belo ano. Ano de muitos acontecimentos no cenário mundial, ano de acontecimentos mil em meu cenário pessoal. A cada ano que passa, é um passo que damos rumo ao nosso destino. Encontros e desencontros, felicidades e tristezas, conhecimentos e ignorância. Este ano foi um ano de muitas descobertas para mim, foi um ano, que mais do que qualquer outro já vivido, em que eu aprendi muito, ampliei meus conhecimentos, sobre a vida principalmente, e reparei erros, ou pelo menos, enxerguei-os.
Vamos do começo: Comecei o ano com o retorno inesperado de algo muito valioso para mim desde quando eu vi pela primeira vez, a novela “O Clone” que foi reexibida no “Vale a Pena Ver De Novo” a partir do dia 10 de Janeiro. Ao longo do ano, essa novela foi base para meu modo de pensar e enxergar o mundo, a cada capítulo, a cada dia uma coisa nova aprendida, ela foi fundamental para o modo de como pensei ao longo do ano... Mas falarei de “O Clone” ano que vem em Janeiro dia 10, numa postagem especial para isso.
Em Maio/Junho, crio este blog e começo a compartilhar meus pensamentos e pontos de vista sobre o Universo aqui com vocês. Em Maio, Junho e Julho, foram os meses em que eu mais postei artigos aqui no blog, os meses do 2º Semestre, excluindo Novembro e Dezembro, não foram postados bastantes textos devido a meu ingresso num curso Técnico em Química, ocupando meus horários e mente no período. Criar o blog “Alfa: A Verdadeira Luz da Vida” foi um grande passo para mim, com grande peso para minha compreensão do mundo e aprimoramento da escrita e do diálogo verbal.
No meio escolar-social, tive grandes aprendizados ao longo do ano. Estabelecimento de novas relações de amizade, quebra de umas e outras, maior valorização pessoal, melhor interação com os outros, no final de ano, visto que antes estava “preso” em um grupo fechado. O social é ponto de grandes análises por mim, tanto como ele deveria ser realizado por nós, quanto como ele ocorre ao nos dias atuais ou ocorreu em outros tempos. O que posso dizer dele, é que ainda não concluí nada...
No 2º Semestre deste ano, fiz uma visita a Unicamp no UPA, numa excursão com minha escola. Visitar a Unicamp e principalmente a faculdade do curso superior que eu desejo fazer é estratosfericamente incrível. O contato com os alunos e pessoas desse meio acadêmico é e foi muito importante para mim neste ano, deu-me fôlego para almejar o futuro, não mais distante.
Assim como a novela “O Clone” que foi reexibida 10 anos depois da data original, outro fato que comemorou 10 anos e foi de crucial importância para mim, como para o cenário mundial, foi o “atentado ao World Trade Center, em 11/09/2001”. A morte de Bin Laden neste ano, devido à “guerra ao terror” fechou a história de um modo interessante.
Também no 2º semestre realizei o ENEM e a Fuvest, duas importantes portas para o ensino superior. Tocar, ver, fazer o vestibular, mudou meus conceitos sobre a escola e sobre meu comportamento nela. Algo que me marcou muito quando fiz a Fuvest foi uma mensagem do reitor da USP a todos que fariam o vestibular, ele dizia mais ou menos isso “A prova não tem muito decoreba, são conhecimentos esperados que qualquer cidadão comum possua”. Como isso foi importante para mim? Ir à escola e não querer aprender é contraditório. Ter o conhecimento, que custou vidas para estar em papéis e livros para com que possamos ler e aprender, para ele ser desdenhado por nós... É absurdo esse comportamento, essa visão que os alunos têm! (A professora de Geografia, Liane, foi quem me mostrou isso ano passado, em meu 1º ano de EM)
Foram tantas coisas que aconteceram neste ano que fica difícil falar separadamente de cada uma delas. Cada uma com sua singularidade especial, mas componentes de um todo. O que são de anos sem seus meses, seus meses sem suas semanas, suas semanas sem seus dias e seus dias sem suas horas? Cada momento é único, por menor que seja. 2011 fora um ano de mudanças para muitos, um ano de novos começos e término para muitas coisas. Na 3ª série eu tinha uma apostila que a cada módulo vinha com o espaço “Reflexão” e era para escrevermos o que aprendemos sobre aquele módulo. Acredito que na vida não é diferente, a cada ano deveríamos parar e refletir: O que eu aprendi nesse ano? Acho que é a melhor forma de fazer valer todos os momentos vivenciados.
O ano de 2012 está chegando, mas como todo ano, num piscar de olhos estará partindo. Uma frase que eu li, não sei aonde, mas que converge todo esse pensamento é: “Os dias são longos e os anos são curtos.” Sempre a achei muito interessante. Para o próximo ano, desejo-lhes todo o bem do universo, desejo-lhes paz, desejo-lhes curiosidade, desejo-lhes amor. Eu espero que 2012 seja um ano de desafios, assim como 2011 foi, para que a cada pedra no caminho aprendamos mais e mais. O ano de 2012 será um ano abençoado por Deus e, certamente, vamos realizar nossos sonhos e alcançar a felicidade tão almejada.
Agradeço a todos que visitaram meu blog, agradeço a todos os seus leitores. Agradeço principalmente a Deus, Senhor do Tempo e dos Espaços, por ter me mantido firme em meu propósito e me mantido vivo. É isso aí galera, ano que vem tem mais... Feliz Ano Novo!!!


Aprender e ensinar. Uma lógica, uma determinação.



24 de dezembro de 2011

Feliz Natal!


Letra da música “So this is Christmas”
“So this is Christmas; And what have you done? Another year over; And a new one just begun.
And so this is Christmas; I hope you have fun; The near and the dear one; The old and the young.
A very Merry Christmas; And a Happy New Year; Let's hope it's a good one; Without any fear.
And so this is Christmas; For weak and for strong; For rich and the poor ones; The road is so long; And so Happy Christmas; For black and for White; For yellow and red ones; Let's stop all the fight.
A very Merry Christmas; And a Happy New Year; Let's hope it's a good one; Without any fear.”

Então é Natal, época de grande confraternização, de alegrias, de desejos, de sonhos, de aproximação, de felicidades e principalmente: comemoração do nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo. É por causa de Jesus que há o natal, mas o Natal tem seu sentido completo pelo o que Cristo ensina: a humildade e o amor ao próximo.
Deus se sacrificou por nós, não só quando foi crucificado, mas quando veio em forma de homem para Terra. Pensando como humanos, que rei em sua majestade tornar-se-ia mendigo em sacrifício para salvar seu povo? Agora elevem a condição de rei infinitas vezes até acharem que conseguem tanger a condição de Deus supremo sobre o tempo e os espaços, e imaginem Ele vindo como um homem pobre, nascer numa manjedoura, filho de pais pobres, para ensinar aos seus filhos o que é correto perante seus olhos.
Deus poderia ter vindo à Terra como rei, como próprio Deus, mas não foi assim que Ele quis. O Senhor foi humilde, mostrando compaixão pela humanidade, humilhou-se perante sua própria criação, mas não por erro ou por incapacidade de algo, somente por mostrar-nos uma coisa interessantíssima, a humildade e seu amor indescritível, assim como Ele, para conosco.
O Natal é uma época de reflexão, um momento de avaliarmos o ano que se foi e de se planejar para o ano que vem. Cada passo que demos, cada passo que daremos e como, as pessoas que estão ao nosso redor, aquelas que não estão, aquelas que não mais estarão, estas questões vêm em nossas mentes no Natal.
Eu desejo a todos os seres humanos que tenham um esplêndido Feliz Natal, desejo muitas alegrias, felicidades, harmonia, amizades, todas as coisas boas e principalmente que vocês estejam com Deus, assim como ele esteve conosco. Viva Jesus, glória ao nosso Deus!!! Amém!

Aprender e ensinar. Uma lógica, uma determinação.


 

18 de dezembro de 2011

União - Κόσμο των ιδεών - III

Dualidade

Desde o surgimento das escolas Cética e Cínica na Grécia, até os dias de hoje, observando as mudanças ocorridas na sociedade humana ao longo da história, podemos perceber que após o período clássico, na idade média, temos uma era de ascensão cínica para as ciências, é um período onde o homem utilizava Deus como explicação absoluta para a vida. Após a Idade Média, com o Renascimento, temos a retomada clássica do interesse pelas ciências naturais e o ceticismo respira novamente.
Aos passos do tempo o homem molda sua filosofia, expande seus conhecimentos e aprende com os erros do passado. Mesmo com os desdobramentos filosóficos, com a separação da filosofia e das ciências da natureza, a dualidade Cético versus Cínico permanece intacta. Essas duas correntes filosóficas são como água e fogo, mas seu manejo correto permite alcançar uma maior visualização do universo e entendê-lo de uma maneira mais abrangente.
Quando entendemos o que é o Cinismo e o que é o Ceticismo, podemos analisar melhor o comportamento das pessoas frente à vida. Quando unimos as duas correntes temos condições de verificar as conseqüências resultantes do comportamento das pessoas de duas formas opostas. É como se pegássemos uma folha de papel e primeiro ela fosse queimada e depois pegássemos uma folha idêntica a primeira e esta fosse molhada. Teríamos então os únicos dois caminhos possíveis de acontecerem e então teríamos conhecimento da situação como um todo.
Para melhor compreensão dessa dualidade, imaginem como você seria sendo uma pessoa cética e depois se imagine sendo uma pessoa cínica. É totalmente fantástico o tamanho do abismo que separa essas duas escolas antagônicas. O mais fascinante em analisar o Cinismo e o Ceticismo em conjunto é que você pode perceber a aparência lúgubre de um e a luminosidade do outro.
Na minha ótica, não devemos ser totalmente ignorantes, mas também não podemos ficar indagando sempre. É terrível ser extremista em qualquer um dos casos e é por isso que proponho a união dessas duas vertentes. Sabendo dosar a quantidade de cada uma, frente uma situação na vida, é o mais próximo do ideal. Outro ponto que eu acredito ser fundamental para sustentar essa tese, é o fato que para a espécie humana – racional – não há possibilidade de viver sem questionar o meio em que está inserida, a curiosidade é mister para nossa vida. Por conseguinte, viver questionando ininterruptamente o universo é caminho certo para a loucura, porque a verdade será sempre inatingível. Não adotar alguns fatos como absolutos somente levará à ruína e não ao progresso do ser humano.

Aprender e ensinar. Uma lógica, uma determinação.

16 de dezembro de 2011

Cinismo - Κόσμο των ιδεών - II


Diógenes

A palavra deriva do grego kynismós, chegando até o presente pelo latim cynismu. A origem do termo, porém, é incerta: Alguns autores afirmam que o nome originou-se do local onde Antístenes teria fundado sua Escola, o Ginásio Cinosarge, ao passo que outros afirmam ser um termo derivado da palavra grega para cachorro: kŷőn, kynós, numa analogia com o fato de os cínicos pregarem uma vida como a dos cães, na ótica das pessoas contemporâneas.
Supostamente, o pensamento cínico teve origem numa passagem da vida de Sócrates: estando este a passar pelo mercado de Atenas, teria exarado o comentário:
Vejam de quantas coisas precisa o ateniense para viver
Ao mesmo tempo demonstrava que de nada daquilo dependia. De fato, o que o filósofo propunha era a busca interna da felicidade, que não tem causas externas — aspecto ao qual os cínicos passaram a defender, não somente com palavras, mas pelo modo de vida adotado.
Wikipédia.
O Cinismo é uma prática interessante, de qualquer ponto de vista. Na minha ótica, cinismo quer dizer ignorante. Ignorância a busca pela verdade, ignorância pelo mundo que nos rodeia. É a principal corrente filosófica contrária ao Ceticismo, reflexo pois do método utilizado para alcançar a felicidade, enquanto os céticos buscam a felicidade pelo conhecimento insaciável ao descobrimento da verdade, os cínicos pregam a ignorância para obter a felicidade.
Muitos dizem que cínicos são egocêntricos e de fato não estão errados, porém o egocentrismo não é privilégio de quem é cínico. Quando analisamos o método cínico de ser, devemos tomar nota que a ignorância dos fatos acarreta numa despreocupação, portanto sem infelicidades. Realmente é complicada a relação social pelo método cínico, pois ao mesmo tempo você tem alguém que desfruta da vida inconsequentemente (vive a todo vapor), mas também não lhe dará apoio quando precisar. Resumindo: Amigo de horas boas.

Aprender e ensinar. Uma lógica, uma determinação.



Ceticismo - Κόσμο των ιδεών - I

Escola de Atenas - Rafael Sanzio

O ceticismo (derivado do verbo grego σκέπτομαι, transl. sképtomai, "olhar à distância", "examinar", "observar") é a doutrina que afirma que não se pode obter nenhuma certeza absoluta a respeito da verdade, o que implica numa condição intelectual de questionamento permanente e na inadmissão da existência de fenômenos metafísicos, religiosos e dogmas. O termo originou-se a partir do nome comumente dado a uma corrente filosófica originada na Grécia Antiga.
O ceticismo costuma ser dividido em duas correntes:
Ceticismo filosófico - uma postura filosófica em que pessoas escolhem examinar de forma crítica se o conhecimento e percepção que possuem são realmente verdadeiros, e se alguém pode ou não dizer se possui o conhecimento absolutamente verdadeiro;
Ceticismo científico - uma postura científica e prática, em que alguém questiona a veracidade de uma alegação, e procura prová-la ou desaprová-la usando o método científico.
Wikipédia.
Criada pelos filósofos gregos, a escola cética tinha como doutrina a dúvida, não era possível ser cético sem duvidar de tudo. Fazia-se então um caminho sem fim com destino a verdade (tomada pelos gregos como principal meio de se ter a felicidade).
Todo cético está sempre questionando os parâmetros da vida e nunca se cansa disso. Os cientistas ganharam essa fama de céticos justamente porque é por meio de indagações, reflexões e muitas vezes mudanças radicais nos padrões que estamos acostumados a declarar como absolutos que a ciência avança, aliás, ciência é conhecimento e para tê-lo é fundamental ser cético.
Talvez pela busca interminável e pelo seu bem inatingível, o ceticismo acarreta num certo desequilíbrio racional quando levado ao extremo. A loucura é um preço pelo qual o ser humano paga ao buscar pelo conhecimento.


Aprender e ensinar. Uma lógica, uma determinação.